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A descoberta do sexo do bebê: sexo não idealizado

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A gravidez é uma fase de transição na vida da mulher, do seu companheiro e 
da sua família, mudanças na parte física, na psíquica e social. 
  Toda gestante tem o mesmo desejo: ter uma gravidez tranquila e que seu 
(sua) filho(a) seja saudável. 
  A parentalidade da mãe e do pai acontece desde sua infância. Onde a menina 
ao brincar de boneca  idealiza esse seu bebê. 
  Muitas gestantes passaram sonhando a vida toda com um determinado sexo 
de seu bebê. Muitas delas  m a preferência pelo sexo do bebê.  algumas 
gestantes acertam o sexo do bebê e ficam felizes por ser o mesmo que foi 
idealizado, outras descobrem o sexo oposto e acabam se sentindo frustradas 
pelo bebê real ser o oposto do que ela idealizou e passam a sentir tristeza e 
muitas vezes acompanhada de culpabilidade. 
  Segundo Bernard Golse (2002), ao decorrer sobre a criança fantasmática, 
sendo aquela criança relacionada ao que os pais tem em mente a partir de sua 
história de vida. 
  Portanto, a parentalidade é marcada pelas fantasias parentais, podendo ser 
exercida de modo criativa ou sintomática. 
  Quanto mais frustração a gestante passar em sua gestação e não saber lidar 
com suas emoções, mais chances tem dela desencadear uma depressão 
durante e pós a gestação. 
  Por isso, é de suma importância o suporte do seu companheiro e da sua 
família para atentar a essas questões e ao perceber o seu sofrimento frente a 
descoberta do sexo do bebê não idealizado e havendo mudanças 
comportamentais que ponha em risco ambos, deve procurar um Psicólogo 
Perinatal para que a mesma trabalhe na aceitação e na elaboração frente esse 
sofrimento, para que a gestante possa estabelecer um vínculo mãe-bebê e siga 
sua gravidez tranquilamente. 
  A gravidez nos ensina que não temos controle de nada. Que podemos 
planejar a gravidez, nos preparar, mas algo não sair como o planejado e 
idealizado. O sexo do bebê pode ser de grande frustração para algumas 
gestantes. 
  Assim como, o tipo de parto, a dificuldade com a amamentação e com o 
puerpério, etc. 
 
Referências 
GOLSE, B. Depressão do bebê, depressão da mãe, conceito de psiquiatria 
perinatal. In: Corrêa filho, L., Corrêa Girade, M.H. & França, P. (Orgs). Novos 
olhares sobre a gestação e a diferente criança até 3 anos: saúde perinatal 
e educação e desenvolvimento do bebê. Brasília: L. G. E. Editora. 2002. 

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