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A importância do pai no processo de gestação, parto e pós-parto para vinculação com o bebê

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Segundo Freud, o pai é de suma importância na infância, é uma 
necessidade 
fundamental que a criança seja protegida por ele. 
O que percebemos em nossa sociedade é uma realidade diferente da exposta por 
Freud, são muitos homens que não reconhecem a paternidade, ou apenas 
colocam o nome no registro da criança e dão uma pensão, ou até moram na mesma casa, mas não 
participam efetivamente na vida da criança, ou quando fazem alguma coisa dizem que 
estão ajudando. O pai que exerce a sua função paterna é motivo de muito espanto, o que 
seria bom que fosse comum, é na verdade a exceção. 
Ao confirmar a gestação, geralmente a mulher começa a realizar o pré-natal e os 
benefícios para a mulher e para o bebê são reconhecidos, o que normalmente não 
acontece é o incentivo do homem para que participe nas consultas, exames e por isso 
geralmente o homem não ouve o coração bater, não  o seu bebê pelo ultrassom, e 
como a gestação é na mulher, todos os movimentos e aproximação com o bebê ficam 
com a mãe. São variados os motivos que fazem o homem não participar, não vamos 
detalhar, mas um é realidade para quase todos os homens que trabalham fora, como 
podem sair do expediente profissional para acompanhar o seu bebê com a frequência em 
que as consultas e exames são realizados? Isso afasta o pai e a curta licença 
paternidade  reforça esse distanciamento na fase inicial. 
Não é pretensão culpar as empresas pela não participação dos pais nos exames, 
consultas e criação dos filhos, mas apenas chamar a atenção para uma questão que 
permeia a sociedade e salienta a diferente forma de olhar para os pais e para as mães. 
Seria importante a participação do pai nas consultas do pré-natal, sendo possível 
tirar as dúvidas, falar sobre seus medos, ouvir o coração, ver as imagens de ultrassom e 
assim estar mais próximo do bebê, aproximando-o da realidade da gestação, fortalecendo 
o amparo a mãe, criando vínculo e conhecendo mais sobre esse universo que pode ser 
novo para ele e até por receio de não saber o que fazer, ficaria mais afastado. 
O vínculo estabelecido na tríade, mãe  bebê  pai, poderá proporcionar maior 
interação entre a família, melhoria na comunicação, acolhimento das inseguranças, mais 
participação nas rotinas com o bebê, fortalecimento dos pais no novo papel de 
parentalidade, e o psicólogo pode auxiliar nessas construções por meio do pré-natal 
psicológico, onde acolherá a ansiedade, medos, tirará as dúvidas dentro do seu campo 
de conhecimento, dará informações sobre a gestação, parto e puerpério, entre outras 
atividades e intervenções que podem beneficiar a tríade. 
 
 
 
 
 

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