Blog

Mãe joga bebê no lixo

Sharing is caring!

O ciclo gravídico puerperal representa um momento potencial de risco para a manifestação de alterações emocionais na mulher e que pode resultar em alguns casos maior vulnerabilidade para apresentar um transtorno mental nesse período. Temos como exemplo os transtornos de ansiedade e de depressão pós-parto, que são frequentemente apresentados na mídia. Dentre os problemas de saúde mental os transtornos psicóticos no pós-parto são considerados os mais raros e também não completamente compreendidos, pois não há um consenso a respeito da ligação entre o parto e a psicose (RENNÓ JÚNIOR; RIBEIRO e RIBEIRO, 2010). 

Psicose é um distúrbio grave da personalidade em que o funcionamento mental é alterado de tal forma que a pessoa frequentemente não consegue responder às necessidades da vida cotidiana. O aspecto central da psicose é a perda do contato com a realidade, confusão mental, delírios, alucinações que dependendo da intensidade da psicose, o momento poderá ser de maior ou menor intensidade. 

A mulher com psicose puerperal deve fazer uso de psicofarmacos indicados por seu psiquiatra e quando necessário, principalmente nos casos mais severos é necessário a internação psiquiátrica da mulher. O transtorno por sua gravidade pode afetar a relação mãe-bebê, além da relação conjugal. Em geral o quadro tem início nas duas primeiras semanas após o parto e na maioria das vezes os delírios podem envolver os seus filhos, com pensamentos de causar-lhes algum tipo de dano. O infanticídio pode ocorrer em casos extremos, em geral a mulher relata escutar vozes que comandam a sua ação. 

O transtorno é raro, mas é preciso que psicólogos que atendam essa população, fiquem atentos. A psicose puerperal é uma doença grave e que precisa de tratamento imediato, além de todo apoio familiar e social. 

Referência Bibliográfica

RENNÓ JÚNIOR, J; RIBEIRO, C. S; RIBEIRO, H. L. Psicose puerperal. In: VASCONCELOS, A. A. J; TENG, C. T.Psiquiatria perinatal: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Atheneu, 2010.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *