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Puerpério

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O puerpério ou o pós-parto nada mais é que uma verdadeira 
montanha-Russa de sentimentos, transformações físicas e emocionais. É a fase em que a maternidade se materializa. 
Fisiologicamente, leva até 6 meses para o organismo voltar ao seu lugar Como antes da gravidez, o corpo e os hormônios
A quarentena serve para o corpo fazer essa homeostase. 
Para a Psicologia, o puerpério tem como durabilidade até os 2 anos, pelas mudanças comportamentais serem diferentes da física. 
O puerpério é o momento em que a maternidade idealizada, o Bebê idealizado e a mãe que foi idealizada
ganham contornos reais (MALDONADO, 1997). 
Este período do pós-Parto é marcado pelas quedas hormonais além da mudança bruscas na rotina. 
É normal e até esperado alguns sentimentos 
desagradáveis como o baby blues. 
O baby blues refere-se a uma síndrome afetivo que 
se manifesta 
frequentemente em 39% a 85% das mulheres recém-paridas, com duração de 
algumas horas e até vários dias, podendo estender-se até a segunda semana em que deu a luz. 
Passado esse período, e se os sintomas se intensificarem 
ou se modificarem pode ser uma condição mais grave que é a conhecida depressão pós-parto. 
Os sintomas do baby blues são:  
humor depressivo;  
crises repetidas de choro; 
 irritabilidade; 
 ansiedade; 
 labilidade do humor; 
 confusão; 
 perturbações do sono e dificuldades para dormir. 
Diferente do baby blues, a depressão pós-parto, normalmente é 
decorrente da depressão durante a gravidez e de todas as modificações 
emocionais neste período e que são fomentadoras do estresse. 
A depressão pós-parto precisa de tratamento psicológico e muitas vezes 
acompanhado de psicofármacos.
Ela acomete cerca de 20% a 25% das mulheres, e pode perdurar até 2 
anos ou não, quando não tratado. 
Os sintomas da depressão pós-parto são:  
– humor depressivo ou irritável; 
 alterações no apetite e no sono; 
– isolamento;  
– dificuldade de se vincular com o bebê; 
– sentimento de menos valia e culpa; 
– ansiedade; 
– preocupação excessiva com a criança; 
– pensamentos suicidas ou sobre fazer mal ao bebê. 
Os sintomas duram mais que 2 semanas e são mais intensas que o 
baby blue (MALDONADO, 19970).
É visto que a mulher passa por muitas modificações pós-nascimento do 
bebê e por isso é necessário a rede de apoio e assistência em todos os 
âmbitos. Tanto na parte emocional quanto nas questões informativas. Essa 
prática é protetiva para transtornos como a depressão pós-parto. 
Portanto, a participação da família e do meio social em que a puérpera 
vive é essencial para fortalecer laços e para que ela possa desfrutar deste 
momento prazeroso, além dos benefícios do vínculo mãe-bebê para assim, 
passar por essa fase de forma saudável para ambos. 

Referências  

MALDONADO, M.T. Psicologia da gravidez, parto e puerpério. 14 ed. São Paulo: Saraiva, 1997.  

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