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Relação Conjugal No Pós- Parto

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Danielle Santos Leandro Gomes de Souza. Psicóloga CRP: 17/2102.

A chegada de um filho é um evento marcante na vida do casal, um momento de expectativas, muitas emoções e mudanças que alteram a dinâmica familiar. É comum que nesse período a relação do casal sofra forte transformação e que esse processo de adaptação a nova rotina venha causar desconfortos e conflitos.

Piccinini e Alvarenga (2012) relatam que o nascimento de uma criança leva a uma mudança radical na organização familiar. As funções dos cônjuges devem se diferenciar, a fim de atender às exigências de cuidado e alimentação da criança e para manejar as restrições impostas ao tempo dos genitores.

            É comum que haja um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, principalmente com a chegada do primeiro filho, já que antes eram um casal, sem filhos. Esse declínio sofre influência maior quando a mulher se dedica unicamente ao papel de mãe, se esquecendo dos outros papéis que também exerce e muitas vezes esquecendo-se de si mesma enquanto pessoa. O nascimento de um filho pode diminuir a qualidade e prioridade da relação conjugal.

O casal precisa entender a necessidade de fazer um resgate dessa relação. Aos poucos os ajustes inicias são necessários para que retomem a intimidade. Tentar manter hábitos que costumavam ter antes da chegada dos filhos. E principalmente ter em mente que o trabalho precisa ser dividido para que um só não se sobrecarregue e venha a ter danos emocionais e físicos. O casal precisa se reconhecer, pois apesar de terem se tornado mãe e pai, não deixaram de ser um casal.

             Alguns casais lidam melhor com esse período e outros não, se ambos não estiverem dispostos a encarar essa fase como um período de aprendizado, amadurecimento e construção a relação pode vir a sucumbir. Essa é uma fase que exige muita compreensão e ajuda mútua.

            Como diz Maldonado (2010), a importância desse apoio e entendimento serve para poderem se reassegurar de que há ganhos importantes, apesar de algumas perdas, na situação de ter o filho. E, apesar das dificuldades é possível que nessa experiência, juntos e dispostos, os cônjuges se redescubram como casal e criem novas potencialidades que os fortaleçam em sua nova jornada de vida.

REFERÊNCIAS

PICCININI, C. A.; ALVARENGA, P. Maternidade e Paternidade: A parentalidade em diferentes contextos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2012.

MALDONADO, M. T.; DICKSTEIN, J. Nós estamos grávidos. São Paulo: Integrare, 2010

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