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O Terceiro Trimestre: Psicologia Perinatal

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Nos artigos anteriores você conheceu o sobre primeiro e segundo trimestre
gestacional, finalmente falaremos um pouco a respeito do terceiro e ultimo trimestre gestacional.

Os medos que vem com gestação:
Esses últimos três meses da gestação são considerados os de maior ansiedade
gestacional, principalmente por causa dos temores que ocorrem nessa fase. Os medos
mais comuns são: medo do parto, medo da dor do parto, medo de morrer ou que o bebê
morra no parto, medo de não saber cuidar do bebê, de não ser boa mãe entre outros. A
ansiedade pode ocorrer também devido a grande vontade da mãe ter o bebê logo nos
braços, ver o rostinho da criança e poder exercer a maternidade. Nessa fase também é
comum a gestante não conseguir dormir direito e tem com frequência insônia e
pesadelos, principalmente devido à ansiedade presente neste trimestre. Muitas gestantes
também não conseguem dormir direito, pois não conseguem encontrar uma posição
confortável para dormir.

O aumento do Cortisol:

A elevação do nível de ansiedade faz com que o corpo secrete uma maior
quantidade de um hormônio chamado cortisol. O Cortisol aumenta progressivamente no
organismo durante o período gestacional, alcançando níveis duas a três vezes maiores
no final da gravidez, em comparação às mulheres não grávidas (SHEA et al. 2007;
HARVEY, 2002).

Alterações emocionais:

Apesar de a ansiedade ser muito presente no terceiro trimestre é importante, que
o psicólogo fique atento a intensidade com que a gestante apresenta esta alteração
emocional. Utilizar instrumentos que possam medir o nível de ansiedade é muito
adequado neste momento. Pesquisas indicam que a alta ansiedade, ou seja, níveis muito
elevados de ansiedade na gestação podem ser um indicativo para ansiedade puerperal e
até mesmo depressão pós-parto (HERON et al., 2004; SCHIAVO, 2016; LANES;
KUK; TAMIM, 2011).

O acompanhamento com o psicologo perinatal e de total importância:

Portanto, cabe ao psicólogo fazer uma avaliação da saúde mental da gestante que
se apresenta ansiosa e verificar se a ansiedade que ela apresenta é a que já se espera no
final de uma gravidez ou se ela está tão elevada que pode até mesmo prejudicar o
andamento normal da gestação ou do pós-parto.

 

Abaixo vídeos relacionados ao tema.

Referencias
HARVEY, E. Depressão pós-parto: esclarecendo suas dúvidas. São Paulo: Ágora,
2002.
HERON, J et al. The course of anxiety and depression through pregnancy and the
postpartum in a community sample. J. Affect. Disord, v.80, n.1, p. 65-73 may 2004.
LANES, A; KUK, J.L; TAMIM, H. Prevalence and characteristics of postpartum
depression symptomology among Canadian women: a cross-sectional study. BMC
Public Helth, v.11, n.302, 2011.

SCHIAVO, R.A. Desenvolvimento infantil: associação com estresse, ansiedade e
depressão materna, da gestação ao primeiro ano de vida. 2016. 150f. Tese (Doutorado
em Saúde Coletiva) – Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual
Paulista, Botucatu, 2016.
SHEA, A. K et al. The effect of depression, anxiety and early life trauma on the cortisol
awakening response during pregnancy: preliminary results.
Psychoneuroendocrinology, v.32, n. 8-10, p.1013-1020, sep/nov 2007.

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